Você deve estar se perguntando: O que é isso, Flaco ou Cofla? Explico. O título deste post deveria ser: “O dia em que o Corinthians foi Flamengo”. Mas achei muito óbvio, daí resolvi criar o neologismo que a torcida do Flamengo e do Corinthians poderiam usar para incentivar os times em campo. Sim, é isso mesmo que estou propondo, a junção das duas maiores torcidas do Brasil. Não dos times, que fique claro. Funcionaria assim: quando o Corinthians estiver em situação difícil no campeonato, ou ao contrário, precisando de um resultado positivo, o Flamengo ajuda; a recíproca é verdadeira. As duas torcidas, então, entoariam: Flacooo – ou Coflaaa. É óbvio que esta fórmula não valeria para o Campeonato Paulista e nem para o Carioca. Nos regionais, os times que se virem ou encontrem novos parceiros.
Com sinceridade, o Brasileirão está uma delícia na reta final. A cada final de semana cai um favoritíssimo ao título. No final de semana que passou foi o São Paulo, do arrogante Rogério Seni. No domingo, os cadernos de Esportes dos jornais paulistas apontavam: “O São Paulo pode ser campeão hoje”. Mas o brioso Goiás – que tem jogadores que honram as calças que vestem – tirou o pirulito da turma do Morumbi. O caneco sobrou para o Flamengo, que, aliás, contou com a ajuda de todos os santos do futebol, da arbitragem e do time adversário para faturar 3 pontinhos e ficar com um ponto a mais que Palmeiras, Internacional e São Paulo. Será que domingo cai mais um campeão certo e o título fique com um azarão (claro que quero que o título fique no Parque Antártica, mas não ficaria nenhum pouco triste se o Inter faturasse)?
Está tudo de cabeça para baixo, como dizia minha avó. É claro que não se referia ao futebol, mas às moças que vestiam minissaias cada vez mais curtas. Para ela, católica até debaixo d'água, as mulheres que mostravam as pernas andavam ao lado do DEMO – não, não é o partido da Arena disfarçado de democratas e nem as moças andavam com José Roberto Arruda lá no Distrito Federal!
Foi muito estranho no domingo ver corintianos torcerem contra seu time amado, enquanto palmeirenses e são-paulinos rezavam para que o Timão batesse no Flamengo.
Coisa semelhante acontecerá com as duas maiores torcidas do Rio Grande do Sul no próximo domingo. Quem viver, verá!



